11 dezembro 2011

"PAI"



Pai...
 Na melodia da vida, entoa as canções de guerra...
 Uma guerra de sobrevivência...de valores...
 O guardião dessa caminhada,

 Pai...
 É como se duas mãos estivessem sempre estendidas em minhas buscas...
 A  me abraçar nas curvas tortuosas, mesmo sem me tocar.
 É como se uma luz brilhasse sempre nas tempestades, me tirando o medo.

 Pai...
 Para a vida lá fora representas o defensor de todas as causas...
 Na distância, num eco, poderá vir me socorrer dos dragões e das bruxas,
 E como se tivesse a  milhas de distancia do solo ,
 Me traz  a certeza de  que olhas por mim..
 A certeza de que me aceita como sou,
 De que ama sem definições.

 Pai...
 Em teu regaço,
 Em sua sina de herói,
 Hoje, já amadurecido,
 Posso amá-lo como és...
Também um tanto amadurecido
 Posso ver teu rosto em minha vida,
 No retrato eterno de amor e carinho.

 Pai...
 Senti essa enorme vontade de falar do meu amor,
 Que por si mesmo sobrevive ao tempo.
 Senti essa enorme vontade de dizer,
 Que sou metade do que foi,
 E que carrego comigo a presença,
  que consagrou metade do que sou...

  Obrigado pela sua fé em mim.

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