20 janeiro 2013

SEM TEMPO DE SONHAR





As coisas se vão de nossas mãos,
como o ar carregado de ventania.
Coisas pequeninas...
Sentimentos e sementes...
Seguem um caminho brusco.
Árvores arrancadas pelos tufões,
quando começam a oferecer seus frutos.

Atravesso as ruas,
Pensando em todo o afeto que te tenho,
Pensando em tantas causas,
Pensando em tantas buscas,
Num mundo maior que o nosso.
Onde não vejo guerras,
Onde não vejo moedas,
Onde não vejo prisões.

Vejo gente
sem sexo, sem cor , sem idade.
Gente da cidade,
Gente do campo,
Gente somente.
Gente sem profissões,
sem palacetes, sem protótipos.
E um mundo maior...

Ele traz brilho em seu nascimento,
Onde a paz é verdadeira,
Onde estendo as mãos, sem medo de retê-las numa corrente fria.
Onde abraço as pessoas sem questionamentos,
Onde a liberdade requer a sutileza do respeito mútuo..

Do outro lado da rua...
Vejo a solidão das pessoas que passam,
E o meu pequeno mundo, se torna tão vasto;
Que por momentos,
Me esqueço de ti...,
e me perco em sua multidão,
sem tempo de sonhar...


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