As coisas se
vão de nossas mãos,
como o ar
carregado de ventania.
Coisas
pequeninas...
Sentimentos e
sementes...
Seguem um
caminho brusco.
Árvores
arrancadas pelos tufões,
quando começam
a oferecer seus frutos.
Atravesso as
ruas,
Pensando em
todo o afeto que te tenho,
Pensando em
tantas causas,
Pensando em
tantas buscas,
Num mundo maior
que o nosso.
Onde não vejo
guerras,
Onde não vejo
moedas,
Onde não vejo
prisões.
Vejo gente
sem sexo, sem
cor , sem idade.
Gente da
cidade,
Gente do campo,
Gente somente.
Gente sem
profissões,
sem palacetes,
sem protótipos.
E um mundo
maior...
Ele traz brilho
em seu nascimento,
Onde a paz é
verdadeira,
Onde estendo as
mãos, sem medo de retê-las numa corrente fria.
Onde abraço as
pessoas sem questionamentos,
Onde a
liberdade requer a sutileza do respeito mútuo..
Do outro lado
da rua...
Vejo a solidão
das pessoas que passam,
E o meu pequeno
mundo, se torna tão vasto;
Que por
momentos,
Me esqueço de
ti...,
e me perco em
sua multidão,
sem tempo de
sonhar...
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