24 novembro 2015

A TEMPESTADE

A TEMPESTADE


Ela vem  numa noite qualquer de verão.
Os raios iluminam o céu.
Arrancam árvores em sua fúria,
Passam horas a escurecer seus sonhos...

As nuvens desenham monstros no céu escuro,
E sua pequena embarcação ,á mercê do vento,
quase afunda na imensidão do mar.
Sentes frio, um frio intenso...
Sem rumo e sem horizonte....

E a tempestade densa, cálida e fria
Depois de dias,
Em tempo se vai..

                                                                  E vem a bonança...
Trazendo com ela a sensação de paz,
calmaria...
                                        Ficou no entanto a sensação de ter perdido em meio as ondas,
                                                         Uma pequena parte dos seus sonhos..


                                                                E hoje estás aqui
Como se retornasse  em terras estranhas,...
E quando o tempo passa,lembras a força das ondas
Mas sentes a luz penetrar sua alma
Mais forte do que antes
Depois da tempestade
és a mais em sua história,
Na distância do que fostes...
Nessa noite cristalina...
A saber o que sabes agora,
o que sentes agora...

Hoje, 
Nessa noite de luar...
                                                    Podes enxergar além da escuridão...
                                                                    Estás mais forte,
                                                              Pode escrever sua história,
                                                              E falar de seus naufrágios