15 setembro 2013

RECAÍDA

           
            Algumas notas musicais ressoam no ar, numa manhã de domingo...

            Um Bem te vi ao acaso repete o som que lembra as matas..

            E na lembrança o velho sansão do campo...


            Um tempo que passou tão rápido como se não tivesse importância,

            Que acabou tão de repente como se tivesse prazo de validade,

            Sem questionar nada dos sentidos

            Sem chance de renovar , de consertar, de reverter

            Espero..

            Espero a luz um dia se acender

            E trazer o espetáculo de onde parou, em novos horizontes.
            E num abraço e tanto iluminar a escuridão do fim.

            Depois me faço sorrir,

            Ao lembrar que o palco já não existe mais...
            E que eu estou nele só e  sem realidade 


            Um bem tão querido não podia se perder assim,
            O encontro mútuo nos desencontros da vida.
            Mas é preciso esquecer o que não tem estrada.
            O que existiu maior e era pequeno... 


            Eu ainda não esqueci de tantas coisas...
            E é por isso que um sentimento tosco de saudade,
            vem  apertar o peito,

            Trazer um ar perdido no tempo,

            Um ar de sonho, de terra fresca,

            Um sentimento impar de felicidade.    

            Que talvez não exista mais em canto algum,
            Só aqui...
            E que talvez nunca existiu, só em sonhos...

            Novos sonhos virão,

            Novos encantos,

            Mas o som do vento no velho sansão do campo

            Vai soar como  uma melodia  de amor tão doce,

            Como um beijo suave em seu rosto de querência.

            Em uma tarde de verão ou inverno,
            Pra dizer o quanto ficamos perdidos,
            Na minha...
            E na sua estrada...  

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